sábado, 14 de junho de 2008

Páginas brancas de um livro

Cada passo que dou é um passo em falso!
Passeio por lugares onde antes os nossos passos caminharam lado a lado e vejo corações a cada passo que dou... desenhos de cravos de pernas para o ar, num caminho que ambos pisámos.
Sinto que paraste e até que recuaste um pouco. Sinto o teu medo de amares demasiado, de sentires demasiado, de cresceres demasiado!
Sinto-te apesar da tua ausência e sei que me sentes também.
Uma gota teima em molhar o canto do meu olho e dele cair em forma da lágrima que eu não quero chorar.
Quero sentir que tudo tem um sentido, uma lógica, uma razão. Achar um final feliz numa história que não vem nos livros!
Eu sei como começamos... neste momento cabe-te a ti escreveres o final de mais um capitulo!
Responde-me sinceramente... no teu final, naquele que estás a ganhar coragem para escrever... Vives feliz para sempre?

Gritos inaudiveis

Adormeço no silêncio da noite e acordo com o silêncio entre os ruidos da manhã!
Incomoda-me este silêncio.
Sinto falta daquela mão que me afaga o cabelo e, num diálogo constituido quase exclusivamente de silêncio, me conforta e me diz que tudo está bem.
Sinto saudades do silêncio que me transporta para os mais belos lugares que algum dia poderei ver! Agora? Agora o silêncio faz apenas com que eu sinta ainda mais que não estou a sair do mesmo lugar!
E, o silêncio que outrora me apelava a falar no intuito de o quebrar, agora simplesmente me deixa sem palavras, em silêncio, conformado com a sua existência apesar de não o entender.
Hoje, e apesar de todos os sons que me rodearem, de todas as pessoas que se dirigirem a mim, de todo o mundo que viva à minha volta, sinto que vai reinar o silêncio, que ele me vai encontrar apesar de eu não o procurar.
Espero estar errado e que este silêncio incomodativo seja quebrado de forma a criar outros silêncios mais aconchegantes e convidativos!
Profiro estas palavras em silêncio com esperança que em silêncio as ouças e que tudo o resto não seja... Silêncio!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Saudade

"Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.

Saudade é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente, acompanhado de um desejo de revê-lo ou possuí-lo. Uma única palavra para designar todas as mudanças desse sentimento é quase exclusividade do vocabulário da língua portuguesa em relação às línguas românicas(...)"

in Wikipédia


É por estas e por outras que eu só poderia ter nascido português...
...Tenho saudades!

Quero pintar o mundo

Quero pintar pássaros em todas as arvores, flores em todos os campos, mel em todos os lábios!
Quero beijar o mundo num momento de doce ternura e sentir a sua energia dentro de mim.
Por vezes sentimo-nos sós apesar de rodeados por uma multidão. Ontem senti-me assim! Senti que tinha dezenas de pessoas à minha volta e que, ainda assim, estava sózinho.
Espero hoje encontrar companhia, sentir-me apoiado, arranjar tintas para os meus pinceis e pintar.
Mas de que me serve pintar um pássaro numa tela e pô-la no ramo de uma árvore se não vai passar disso mesmo, uma tela numa árvore? Não vai cantar, não vai voar, não vai ser!
Preciso de alguém que lhe dê vida e complete a minha obra!
Eu hoje vou pintar o mundo... E tu? Tens alguma coisa combinada para hoje?